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Liderança e Preferência Cerebral

Isabel Macarenco Recursos Humanos e Gestão de Pessoas Matérias Todas 03/09/2019

Entenda o que caracteriza um líder e a importância de uma correta orientação dirigida

Todo ambiente de trabalho requer uma equipe que tenha clareza de seus objetivos e propósitos. É neste contexto que se insere a figura do líder. O poder da liderança dentro do ambiente de trabalho faz com que cada indivíduo execute suas tarefas por admiração, por respeito e pelo exemplo que o líder inspira.

Há líderes cautelosos, carismáticos, persuasivos, intempestivos, impulsivos, teimosos e outros tantos. Apesar destas variações, todos devem ter algo em comum: o entendimento de que para liderar, é preciso saber para onde se caminha, no que se acredita e com quem se pode contar.

liderança tem sido definida como uma influência que ocorre através do processo de comunicação. Este processo comunicativo pressupõe a necessidade de se alcançar um objetivo, sendo que as pessoas inseridas nesta situação devem sentir que estão satisfazendo as próprias metas ao alcançar os objetivos estipulados pelo líder.

Existe diferença entre ser um gestor e ser um líder?

Observa-se que o substantivo gestor está ligado à gestão, ao ato ou efeito de gerir, implicando o conhecimento em administração e gerenciamento. Já o substantivo líder está ligado à liderança e significa o ato ou efeito de comandar, dirigir, assumir o controle de uma situação, estar à frente, estimular, motivar, servir, ajudar e obter resultados. Para o pai da administração, Peter Drucker, “administração é fazer as coisas direito e liderança é fazer as coisas certas”. Parece que ambas se completam.

Um líder pensa que dentro de uma estrutura de trabalho é importante que ele esteja no controle, mas à disposição para “botar a mão na massa”. Almeja que a gestão ocorra com base no exemplo de atitudes construtivas, sempre pensando no objetivo maior a ser alcançado. Para além disso, se atenta a como todos se organizam e mantém a ordem e controle para se chegar aos melhores resultados.

Um líder age rápido para conseguir mobilizar sua equipe, buscando compreender as reais necessidades da mesma, no sentido de auxiliar, apoiar, ensinar, inspirar e motivar os colaboradores de modo que todos possam desenvolver seus potenciais e talentos dentro daquela organização. Garante, deste modo, um trabalho conjunto eficaz e que possua uma comunicação transparente e assertiva. 

Liderança hoje

Algumas teorias dissonantes mostram a evolução e complexidade do tema da Liderança. Warren Bennis acredita que "um bom gestor faz as coisas bem, enquanto um bom líder faz as coisas certas". Já John Adair enfatiza que "as capacidades de liderança podem ser adquiridas através do treino" enquanto John Kotter defende que- "as capacidades de liderança são inatas, embora todas as pessoas devam ser encorajadas a serem líderes".

Vale, neste contexto, classificar a liderança quanto ao seu foco. Na liderança centrada na tarefa (também conhecida como job centered), a preocupação é a entrega do trabalho que deve ser realizado com os recursos que estão disponíveis e sob métodos preestabelecidos. Já na liderança centrada nas pessoas (conhecida também por employee-centered), os aspectos humanos são levados em consideração. A ênfase está mais nas pessoas que no trabalho propriamente. A ideia é manter a equipe ativa e participante.

Assim, uma liderança focada precisa alcançar resultados através das pessoas e para tanto precisa ter foco em si, no cenário, nas demandas e  no outro. Percebe-se que ter foco em si implica em aprender a olhar conscientemente para seu próprio comportamento e, assim, ter mais elementos para entender o comportamento da sua equipe.

Hoje entende-se que bons líderes não prestam atenção ao comportamento aparente de sua equipe. Eles são mais abrangentes e analisam o cenário e como as pessoas estão inseridas nele. De modo geral, não apenas os superiores hierárquicos, mas também educadores, profissionais da saúde ou mesmo os clientes, procuram olhar mais para baixo da superfície de modo a descobrir o que está́ levando à parte invisível do iceberg que é, justamente, o que leva ao comportamento de alguém em dada situação.

Para analisar comportamentos é bom lembrar que o líder costuma fazer escolhas com sua própria preferência cerebral, de acordo com o que lhe é mais confortável. Então aqui está o desafio para a liderança ampliar a zona de conforto e usar os 4 quadrantes do cérebro em um continuum:

  • O líder deve apresentar um problema (algo que está dando errado) ou comunicar uma tomada de decisão, argumentando com fatos e trazendo dados. Trata-se de mostrar o caminho certo.
  • O líder deve incluir no discurso (através de um estudo de impacto) o resultado ideal para a organização, trazendo uma visão de futuro desejado e estratégias para se chegar lá.
  • O líder deve compartilhar a ideia formalmente ao grupo envolvido. Nesta fase, ouve, faz alinhamentos, revê posições e garante a cooperação. Obtém, deste modo, o acordo que permitirá chegar ao objetivo comum.
  • O líder em cooperação com a equipe deve tomar o plano de ação a partir do princípio da corresponsabilidade por objetivos, metas e prazos a serem alcançados. O líder deve monitorar e gerar resultados através da ação conjunta.

Ressalta-se que os líderes de hoje decidem menos pelo feeling, tendo sucesso os mais intuitivos, que fazem boas perguntas e querem obter boas respostas/ideias, pois a meta é a reinvenção no jeito de fazer as coisas funcionarem. Está na liderança aquele que almeja se ver na potência máxima. Desenvolve-se na liderança quem busca uma Orientação Dirigida, que é uma forma ágil e racional para se trilhar um passo a passo e que ainda permite uma análise estratégica de si. A técnica envolve análise, consciência, vontade e ação. E o resultado para o líder é a sua sustentabilidade na carreira, objetivos, produtividade, gratidão e clareza de propósitos.

Para além da Orientação Dirigida, um curso sobre Gestão, Comunicação, Pessoas e Resultados pode ajudar a entender mais sobre liderança. Confira!

Isabel Macarenco é Doutora em Comunicação pela ECA/USP, Mestre em Educação e Socióloga.  Pós-graduada em Gestão de Conflitos pelo Instituto Keppe & Pacheco. Consultora, Palestrante e Capacitadora em Resultados na Gestão, Pessoas, Comunicação e Liderança.  Psicossócio Terapeuta e Master Coach como Especialista em Orientação Dirigida aos gestores, líderes e equipes.